Dança de pares que se dispõem em fileiras de homens e mulheres, liderados por um mandante. O primeiro par da fila é denominado cabeceira de cima, e o último, cabeceira de baixo, podendo ser o cabeceira de cima, também, o mandante. Os cantos, geralmente de improviso, seguem-se de acordo com a dança, dividida em quatro partes: chorado – quando o cantador e tocadores convidam para a dança, os participantes escolhem seus pares e formam fileiras; dança grande – quando os pares apresentam coreografia diversificada, simulando a corte; talavera – quando os participantes dançam de braços dados, devendo ocorrer de madrugada; cajueiro – quando os participantes saúdam os músicos, o dono da casa e as pessoas presentes e fazem evoluções conhecidas como juntar castanhas e entregar o caju, acontecendo ao amanhecer. É dança de salão de origem européia, provavelmente francesa, com traços ibéricos, que, embora profana, pode ser apresentada em louvor a um santo durante as festas religiosas ou em qualquer outra época como pagamento de promessa. Utiliza como acompanhamento violão, cavaquinho (ou banjo), pandeiro, castanholas, flauta (ou pífano) e rabeca.

 

Fonte: CNFCP