Termo Genérico: BATUQUES DE TERREIRO

 

Expressão artística e cultural de tradição oral afro-amapaense, na linha dos batuques afro-brasileiros, que consiste em homenagear o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade em duas partes: a sagrada (missas, novenas, ladainhas) e a profana (dança do Marabaixo, bailes). Essas homenagens ocorrem durante o ciclo do Marabaixo. Durante os festejos, misturam-se rituais africanos (corte dos mastros, quebra da murta, danças) e europeus.

Na dança do Marabaixo, os homens executam com baquetas os toques utilizando os grandes tambores chamados caixas ou caixa de Marabaixo. Tanto os tocadores quanto as mulheres cantam os versos improvisados chamados ladrões; muitos desses versos têm teor religioso. Todos dançam em círculo, sentido anti-horário e ao redor de si mesmos.

Em seu contexto urbano, o Marabaixo já faz parte do calendário cultural do estado e do município de Macapá, enquanto que no contexto rural permanece ligado ao esforço da roça de farinha e à prática de ajuda devocional.

 

Henry Durante, com a colaboração de Paulo Bastos

 

Dança de pares de coreografia improvisada pelos figurantes, que ora formam filas, abraçados uns aos outros, ora se separam, organizando-se em filas três a três, ora ficam lado a lado, enfim permanecem isolados frente a frente e dançam ao som da música, em compasso binário. Os passos variam com os toques das duas caixas que os tocadores, a um canto, fazem soar. As mulheres cantam como solistas acompanhadas do coro geral. Os homens usam camisas com bordados, calças brancas, chapéus de palha enfeitados de flores e fitas. As mulheres vestem camisolas de renda, saias de chita estampada, anáguas. O marabaixo é dançado durante vários dias e noites seguidos, sem interrupção, geralmente a partir do sábado de Aleluia até o domingo do Divino. No último domingo, o festeiro faz erguer, como marco simbólico, um mastro adornado.

Fonte: CNFCP