Sistema de crença de caráter sincrético, destinado à cura, em que predominam elementos das religiosidades indígenas além de elementos católicos e afro-brasileiros. Seus ritos de cura utilizam plantas cujos poderes medicinais são permeados de qualidades místicas. Os pajés comunicam-se por transe espiritual, com entidades chamadas encantados – seres invisíveis às pessoas comuns e que habitam o encante – “fundo” das matas e rios. Acreditam que cada espécie animal é protegida por uma entidade. Cobra Grande, Boto e personagens da memória européia, como Dom Sebastião, compõem a heterogênea população mítica cultivada pela pajelança.

 

Fonte: CNFCP