A Congada é uma dança dramática que remete à coroação de reis africanos, introduzida no Brasil com a chegada de grandes contingentes de negros escravizados, trazidos pelo tráfico atlântico. A presença de africanos de etnia bantu em diversas regiões brasileiras fez com que se difundissem várias formas de manifestações dramáticas e/ou coreografico-musicais de caráter guerreiro, estruturadas em torno das figuras do Rei do Congo, representante da Cristandade, e de seu oponente pagão - Rainha Nzinga (Jinga) -, Embaixador de Luanda e outros.

Cortejos como o Congo, o Moçambique, o Maracatu, os Cambindas, o Cacumbi, o Ticumbi, entre outros, manifestam a presença de elementos reveladores de uma visão de mundo africana. Estes elementos ajudaram a propiciar, desse modo, uma forma de inclusão dos negros na sociedade colonial por ocasião das festividades religiosas ou oficiais. Assim como as corporações de ofício, os africanos e seus descendentes participavam do desfile público nos grupos de Congos ligados às Irmandades Religiosas de Homens Pretos, colocadas sob o patronato dos santos de devoção negra, como São Benedito, Santa Ifigênia ou Nossa Senhora do Rosário.

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